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Uma visita ao Calvário!


 
 
Quero lhe convidar para fazermos uma visita ao Calvário. Se você é um filho de Deus, você já esteve lá, pois foi lá que você conheceu Jesus no momento da salvação. Se você está aqui hoje e você está perdido, você precisa vir hoje para o Calvário, é o único lugar onde você vai encontrar o perdão dos pecados.
Mas a cruz é também um local de aprendizado. Se você vai para Faculdade Nacional de Direito, você vai aprender sobre a lei, se você vai para a Faculdade de engenharia, você vai aprender sobre engenharia, se você vai para a Faculdade de medicina, você vai aprender sobre a medicina. Mas se você for ao Calvário, você aprende sobre a grandeza do amor de Deus e a grandeza do pecado do homem.

Ouvi falar de um homem de ciência que estava passeando em uma balsa. Ele estava conversando com um homem inculto na balsa. Ele perguntou-lhe o que ele sabia de Geologia? Ele disse: não sei nada de Geologia. O homem respondeu, bem, então ¼ da sua vida se foi. Ele então lhe perguntou se ele sabia algo de Biologia? Novamente, ele disse que não. O homem disse, bem, ½ de sua vida se foi. Ele ainda perguntou se ele sabia alguma coisa de Zoologia? O homem respondeu-lhe: não, nada. O homem voltou e disse bem ¾ de sua vida se foi. De repente uma onda atingiu o barco, o homem culto caiu na água. O homem inculto gritou com ele, você sabe nadar? Ele gritou de volta, não. Ele disse, então, toda a sua vida se foi.


Se você nunca foi ao Calvário e conheceu Jesus como seu salvador, sua vida está indo embora e se você não vir a Jesus, você vai perder a sua vida no inferno.


I. Observe as razões para a cruz. Mateus 16:21“Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia”
Por que Ele usa a palavra: “necessário“?


A. Por causa do pecado do homem. Romanos 3:23- “Porque todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus;”


Porque todos pecaram, e consequentemente são igualmente impotentes e culpados.


A nossa natureza corrupta é claramente revelada quando nossas vidas são medidas pelo padrão absoluto da santidade divina. A Bíblia diz que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Fazemos uma impressão favorável quando comparado com outros homens, mas nenhum de nós pode se levantar contra o branco puro do caráter de Cristo.


B. Por causa da separação do homem. Isaías 59:2–“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós eo vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”


O problema não é com o poder de Deus, o Seu conhecimento, ou seu interesse. O problema é com as nossas iniquidades. O pecado separou você de Deus.


Deus é santo e não pode encarar o pecado, mas na cruz, Jesus estava trazendo a humanidade e Deus juntos.


Isso o que Jesus fez na cruz, ele tomou a mão de um Deus amoroso e a mão da humanidade pecadora e os uniu mais a sua cruz. E se nós aceitarmos Sua salvação, temos paz com Deus.
C. Por causa da salvação do homem. Romanos 5:9-“Muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos salvos da ira por meio dele”
Ao custo grande do sangue do Salvador, derramado por nós no Calvário, fomos considerados justos por Deus.


II. Observe a realidade da cruz
A. O sofrimento da cruz foi real. João 19:16– “Então, Pilatos o entregou para ser crucificado”


Nós vemos tanto faz de conta em nosso mundo hoje que perdemos o nosso senso de realidade. Mas eu quero que você saiba que a Cruz de Jesus foi real. Não houve dublê, nem sangue falso, nem pregos de borracha, nem cruz de papel, era tudo real.


Quando bateram na cara dele, era real. Quando eles cuspiram nele, era real. Quando eles batiam nele, era real. Quando eles pregaram os pregos nas mãos e pés era real.


Em 21 de marco de 1986, a revista da Associação Médica dos Estados Unidos,publicou uma análise clínica da morte de Jesus na cruz. Repleto de diagramas e linguagem técnica, ela pintou um retrato frio da crueldade humana. O relatório menciona picos de sete polegadas, o trabalho de insetos e pássaros nos olhos das vítimas, orelhas e nariz, perda de sangue continuada e infecção das ferida devido aos flagelo; e mutilações dolorosas do ”nervo sensitivo mediano”. Os médicos escreveram que a causa da morte por crucificação são muitos fatores e varia com cada caso.

As duas causas mais importantes prováveis foram: choque hipovolêmico e asfixia por exaustão. Outros fatores que poderiam ser incluídos; a desidratação, stress induzido, arritmia e insuficiência cardíaca congestiva com o acúmulo de efusão pericárdica e pleural. A linguagem do artigo é profissional, mas a mensagem é clara. A crucificação teve um efeito catastrófico sobre a respiração, o coração eo organismo em geral. Foi uma morte horrível.

João poupa o sangue, apenas mencionando o fato dacrucificação de Jesus.Provavelmente porque a prova verdadeira da cruz era mais espiritual do que físico. Jesus foi feito… pecado por nós (2 Coríntios 5:21) e a ira de Deus que nós merecíamos foi derramada sobre ele: o sofrimento incompreensível!


B. A vergonha da cruz foi real. Mateus 27:35–“Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte”
Ele foi despido do seu manto diante de uma multidão hostil, ele levou essa vergonha diante deles.


C. A separação da cruz foi real. Mateus 27:46– “Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Ele havia sido abandonado pelos líderes religiosos, por sua família, seus discípulos, por seus amigos, e agora por seu pai.
Um artista pode pintar as mãos e os pés físicos de nosso Senhor, mas ele não pode pintar o poder de cura das suas mãos e a piedosa caminhada dos seus pés. Ele pode pintar o sofrimento exterior, mas não a causa interior; a maldita árvore, mas não a maldição da lei, levando a cruz, mas não o rumo dos pecados de Seu povo, a taça de vinagre, mas não a taça da ira – o escárnio de seus inimigos eo abandono do pai.
Ele não foi abandonado por causa de seus pecados, pois ele não tinha pecado. Mas ele foi abandonado porque Ele estava levando a culpa de nossos pecados sobre si mesmo.





III. Observe os resultados da Cruz.
A. Pela cruz -Ele comprou nosso perdão. Efésios 1:7–“Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça;”


Redenção implica sempre um preço a ser pago pela liberdade que é comprada, aqui o preço é o Seu sangue. Jesus não nos redimiupor sua vida sem pecado ou de seu exemplo moral, mas apenas através de Sua morte em nosso lugar, pelo seu sangue.


Um novo produto chamado “Sacos de culpa descartáveis” apareceu no mercado Norte Americano. Consiste de um conjunto de dez simples sacos marrons, em que foram impressas as seguintes instruções: “Coloque o saco com firmeza sobre a boca, respirar fundo e explodir toda a sua culpa para fora, em seguida, descartar o saco de imediato”. A maravilha disso é que a Associated Press relatou que 2.500 kits foram rapidamente vendidos a $2.50 por kit. Será que podemos dispor de nossa culpa tão facilmente. Não há nada nesta terra bastante poderoso em si mesmo para eliminar nossa culpa. Nós não podemos consertar a nós mesmos, que é o que muitos de nós estamos tentando fazer. Aquilo que torna possível o ser perdoado, ser purificado, ser curado, o que torna possível nós recebermos a nossa vida de volta, fresca, limpa e nova, é o poder da graça de Deus na Cruz de Jesus Cristo.


B. Pela cruz, ele comprou a nossa Paz. Romanos 5:1–“Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo”
Antes, quando sob um sentimento de culpa do pecado, não tínhamos nada, mas o terror e consternação em nossas próprias consciências, e agora, tendo nossos pecados perdoados, temos paz em nossos corações, sentindo que toda nossa culpa é tirada. Paz é geralmente o primeiro fruto de nossa justificação.
Um jovem foi até um pastor, e, em grande angústia por causa do seu estado espiritual. Ele disse ao ministro: “Pastor, você pode me dizer o que devo fazer para encontrar a paz?” O pastor respondeu: “Meu jovem, você está muito atrasado”. ”Oh!” disse o jovem, “você não quer dizer que eu estou muito atrasado para ser salvo?” ”Oh, não”, foi à resposta, “mas você está muito atrasado para fazer qualquer coisa. Jesus fez tudo o que precisava ser feito há vinte séculos.”


Conclusão:
Houve uma lei em Tóquio, por volta do ano de 1900 que nenhum estrangeiro poderia estabelecer sua residência na cidade, a menos que tivesse um “substituto”. Havia nativos que se ofereciam, ou eram contratados para este efeito. Caso o estrangeiro violasse qualquer lei, o substituto sofria a penalidade por isso, mesmo que a pena fosseà morte.
Jesus, na cruz, é o nosso substituto. Ele tomou nosso lugar. Ele pagou a penalidade a nosso favor.

Confrontar é falta de amor?





Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.

É possível que no calor de uma argumentação, durante um debate, saiam palavras ou frases que poderiam ter sido ditas ouescritas de uma outra forma. A sabedoria reside em conhecer “o tempo e o modo” de dizer as coisas (Eclesiastes 8.5). Todos nós já experimentamos a frustração de descobrir que nem sempre conseguimos dizer as coisas da melhor maneira.

Todavia, não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade. Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e rejeitar o que for falso, errado e injusto.

Considerar como falta de amor o discordar dos erros de alguém é desconhecer a natureza do amor bíblico. Amor e verdade andam juntos. Oséias reclamou que não havia nem amor nem verdade nos habitantes da terra em sua época (Oséias 4.1). Paulo pediu que os efésios seguissem a verdade em amor (Efésios 4.15) e aos tessalonicenses denunciou os que não recebiam o amor da verdade para serem salvos (2Tessalonicenses 2.10). Pedro afirma que a obediência à verdade purifica a alma e leva ao amor não fingido (1Pedro 1.22). João deseja que a verdade e o amor do Pai estejam com seus leitores (2João 3). Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.

Apelar para o amor sempre encontra eco no coração dos evangélicos, mas falar de amor não é garantia de espiritualidade e de verdade. Tem quem se gabe de amar e que não leva uma vida reta diante de Deus. O profeta Ezequiel enfrentou um grupo desses. “... com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ezequiel 33.31). O que ocorre é que às vezes a ênfase ao amor é simplesmente uma capa para acobertar uma conduta imoral ou irregular diante de Deus. Paulo criticou isso nos crentes de Corinto, que se gabavam de ser uma igreja espiritual, amorosa, ao mesmo tempo em que toleravam imoralidades em seu meio:

- “andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Não é boa a vossa jactância...” (1Co 5.2,6).

Tratava-se de um jovem “incluído” que dormia com sua madrasta. O discurso das igrejas que hoje toleram todo tipo de conduta irregular em seus membros é exatamente esse, de que são igrejas amorosas, que não condenam nem excluem ninguém.

Ninguém na Bíblia falou mais de amor do que o apóstolo João, conhecido por esse motivo como o “apóstolo do amor”. Ele disse que amava os crentes “na verdade” (2João 1; 3João 1), isto é, porque eles andavam na verdade. "Verdade" nas cartas de João tem um componente teológico e doutrinário. É o Evangelho em sua plenitude. João ama seus leitores porque eles, junto com o apóstolo, conhecem a verdade e andam nela. A verdade é a base do verdadeiro amor cristão. Nós amamos os irmãos porque professamos a mesma verdade sobre Deus e Cristo. Todavia, eis o que o apóstolo do amor proferiu contra mestres e líderes evangélicos que haviam se desviado do caminho da verdade:

- “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19).

- “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).

- “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1Jo 3..

- “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo” (1Jo 3.10).

- “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1Jo 4.3).

- “... muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo... Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus... Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2Jo 7-1).

Poderíamos acusar João de falta de amor pela firmeza com que ele resiste ao erro teológico?

O amor que é cobrado pelos evangélicos sentimentalistas acaba se tornando a postura de quem não tem convicções. O amor bíblico disciplina, corrige, repreende, diz a verdade. E quando se vê diante do erro seguido de arrependimento e da contrição, perdoa, esquece, tolera, suporta. O Senhor Jesus, ao perdoar a mulher adúltera, acrescentou “vai e não peques mais”. O amor perdoa, mas cobra retidão. O Senhor pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, que não sabiam o que faziam; todavia, durante a semana que antecedeu seu martírio não deixou de censurá-los, chamando-os de hipócritas, raça de víboras e filhos do inferno. Essa separação entre amor e verdade feita por alguns evangélicos torna o amor num mero sentimentalismo vazio.

Portanto, o amor cobrado pelos que se ofendem com a defesa da fé, a exposição do erro e o confronto da inverdade não é o amor bíblico. Falta de amor para com as pessoas seria deixar que elas continuassem a ser enganadas sem ao menos tentar mostrar o outro lado da questão.
 

Porque os cristãos teem sido tão diferente de Cristo?


 



Embora seja para todos, esse negócio de ser cristão de fato não é para qualquer um. O Filho do Homem veio a terra e tornou-se um rabino com ensinos idealistas, difíceis e provocadores. Talvez seja por isso que tantos anos mais tarde, um sem número de pessoas dizem terem sido encontradas por Ele, mas ao invés de seguir seus passos, contentam-se em fazer uma “oração de entrega”, participar semanalmente de cultos e cumprir outras obrigações de uma religião chamada cristã. O Cristo da Bíblia comportava-se de maneira diferente. Ele não era pastor de gabinete, não tinha onde reclinar a cabeça, sua experiência cristã era na vida, dia a dia, pelas ruas, abraçando e servindo pessoas, demonstrando o amor furioso de seu pai. Bem diferente de nós. Procurei escrever algumas outras coisas em que somos bem diferentes Dele. Elenquei somente quatro para a depressão ser menor. Que reflitamos e sejamos, de fato, discípulos Dele!



1. Pregando sobre a eternidade

Imagine-se saindo da igreja após uma abençoada celebração de domingo à noite. Em frente ao prédio, você e seus amigos/irmãos trocam algumas palavras. Eis que surge um jovem, mais ou menos da sua idade. Aproxima-se e dirigindo-se ao grupo pergunta “o que eu faço para ir ao céu?”. Essa é típica pergunta que você e seus amigos brigariam para ver quem iria responder primeiro. Hora de lembrar-se das 4 leis espirituais ou qualquer outro método de evangelização e explicar tudo nos mínimos detalhes, obviamente, convidando o jovem a repetir uma oração convidando Jesus para morar em seu coração.

Jesus faz diferente. Ao ser perguntado sobre a maneira de obter a vida eterna, o Mestre direciona o inquiridor para o próximo. “Não mate ninguém, não traia ninguém, não roube ninguém, não minta a ninguém, respeite seus pais…e se isso você já tem feito, venda tudo o que você tem e dê a quem não tem nada.” É mais ou menos assim que Jesus responde essa questão. Ele ensina que a salvação não vem por ações (crer e receber são verbos = ações), mas pelo amor, graça e misericórdia de Deus, no entanto ele ensina que poderíamos experimentar aqui e agora um pouco do que é a vida eterna ali e além no reino de Deus ao colocarmos o nosso próximo em lugar superior ao nosso.

2. Fazendo orações

É engraçado como o nosso velho e gente fina Rabi gostava de orar. Ele não ensinou muito sobre oração, mas em compensação, investiu muito tempo nessa prática. Mas ele orava de um jeito diferente, sem formalidade e sem mimimi. O jeito de ele orar era tão impressionante que seus discípulos queriam aprender a fazer como ele fazia.

O que mais me chama a atenção no jeito de Jesus orar, entre muitas outras coisas, é o fato dele raramente orar por si mesmo. Neste momento, você pode correr até a estante, desempoeirar e abrir a sua Bíblia e ler todas as orações feitas por ele. Há de reparar que nosso Mestre praticamente só orava pelos outros. Eu ousaria afirmar que a única vez em que Jesus orou por si, não foi atendido, ao rogar “se possível, afasta de mim este cálice”. No entanto, temendo as pedradas dos radicais e para tranquilizar meus amigos que temem que eu perca a fé, dou um passo atrás para dizer que nesse episódio Jesus foi sim atendido, pois concluiu a oração dizendo “mas que seja feita a Tua vontade e não a minha”. O que fica de tudo isso é que se nos dizemos discípulos Dele, temos que aprender a orar mais pelo próximo do que por nós, afinal, a nossa vida é assim tão preciosa para que nós mesmos fiquemos a importunar Deus por isso? Uma boa oração para fazer todos os dias é a clássica “Livra-me de mim Senhor!”

3. Lidando com autoridades religiosas

Quem é o seu guru gospel? A pergunta está correta sim, quem é que você consulta para tirar dúvidas sobre a vida cristã? Você é da turma reformada que venera Augustus Nicodemus, John Piper, Paul Washer e cia? Ou você é da turma da missiologia integral e tira o chapéu para o Ari Ramos, Kivitz, Paulo Cappelletti e sua turma? Ou será que você ainda é da turminha que curte mesmo o Pr. Lucinho, Valadão Family´s, Thalles Roberto e etc? Meus pêsames se você é dessa última turma, mas tá valendo para o exemplo.

O fato é que Jesus tinha um jeito diferente de lidar com os grandes mestres da sua época. Você se lembra de Nicodemos (o de João 3, não o dos nossos dias)? Sem papas na língua Jesus diz a ele que tudo bem se ele é o bam-bam-bam da turminha das igrejas, mas para Jesus ele era apenas mais um homem que precisava ser convertido. Isso sem contar as “doces” palavras que Jesus gritou para os mestres da lei em Mateus 23. Fosse em nossos dias talvez responderíamos a Ele dizendo “não julgue, ore por eles!” E ainda nos intitulamos discípulos de Cristo. Doce ilusão.

4. Escolhendo as amizades

Escolher bem as amizades é fundamental e você já deve ter escutado isso de diversas maneiras. E assim procedemos, gostamos de caminhar ao lado de quem temos mais afinidade, de gente de boa fama, boa família e, normalmente com a mesma confissão religiosa que a nossa. Existem também algumas pessoas que já não fazem amizades, mas sim contatos, formando assim um “networking”, que pode ajudar em um âmbito profissional. O mundo dos negócios é simplesmente patético.

O provocador Jesus também cultiva amizades de modo distinto. Ele começa escolhendo praticamente doze peões para serem seus aliados mais próximos. Um péssimo networking! Depois, ele janta com estelionatários, bebe ao lado de agiotas, defende prostitutas, acaricia leprosos, abraça inimigos do povo, puxa conversa com mulheres promíscuas. Ele ensina que devemos olhar para dentro das pessoas, independente de sua reputação social. Mais do que isso, ele ensina que nossa missão enquanto participantes do reino de Deus é justamente o de ser instrumento no resgate de pessoas que estão no reino das trevas a fim de trazê-las para o reino da luz! Simples assim. Quem quer seguir a Jesus deve ter em mente que Ele mesmo andou ao lado dos “piores” pecadores de sua época, sem nunca pecar e nem ser influenciado por eles.


A Conversa Mais Famosa da Bíblia

 Extraido do livro “3:16” de Max Lucado

 Ele está esperando pelas sombras. A escuridão dará o abrigo que ele deseja. Por isso, ele espera a segurança do anoitecer. Senta-se perto da janela do segundo andar de sua casa, tomando um chá de folhas da oliveira, vendo o pôr-do-sol, esperando o momento propício. Jerusalém é fascinante nesta hora. A luz do sol desaparecendo, tinge as ruas de pedra, dá um tom dourado às casas brancas e realça o templo que lembra um bloco.

 Nicodemos passa os olhos nos telhados de ardósia na enorme praça: brilhantes e resplandecentes. Ele andou pelo pátio da praça nesta manhã. Fará a mesma coisa de novo, amanhã. Ele irá se reunir com os líderes religiosos e fazer o que líderes religiosos fazem: discutir sobre Deus. Discutir sobre como alcançar Deus, agradar a Deus, satisfazer a Deus.

 Deus.

 Os fariseus conversam sobre Deus. E Nicodemos senta-se entre eles. Debatendo. Ponderando. Solucionando enigmas. Resolvendo dilemas. Amarrando sandálias no sábado. Alimentando pessoas que não trabalham. Divorciando-se de sua esposa. Desonrando os pais.

 O que Deus diz? Nicodemos precisa saber. É seu trabalho. Ele é um homem santo e lidera homens santos. Seu nome aparece no grupo de elite dos estudiosos da Torá. Ele dedicou sua vida à lei e ocupa um dos setenta e um assentos da suprema corte da Judéia. Tem credenciais, influência e perguntas.

 Perguntas para este galileu que pára multidões. Este mestre lá do fim do mundo que não tem diplomas, mas atrai pessoas. Que tem tempo de sobra para um happy hour com a multidão, mas pouco tempo para os sacerdotes e a casta seleta de santos. Expulsa demônios, dizem alguns; perdoa pecados, alegam outros; que limpa templos, Nicodemos não tem dúvida. Ele viu Jesus purificar o pórtico de Salomão. Viu a fúria. Açoite trançado, pombas voando. “Ninguém encherá os bolsos em minha casa”, explodiu Jesus. Assim que a poeira baixou e as coisas se acalmaram, sacerdotes em um empurra- empurra correram para investigar o passado de Jesus. O homem de Nazaré não foi elogiado no templo naquele dia.

 Por isso, Nicodemos apareceu à noite. Seus colegas não podem saber do encontro. Não entenderiam. Mas Nicodemos não pode esperar até que entendam. Quando as sombras escurecem a cidade, ele sai e passa despercebido pelas sinuosas ruas de pedras. Passa pelos escravos que estão acendendo lâmpadas nos pátios e pega um caminho que acaba na porta de uma casa simples. Jesus e seus seguidores estão aqui, disseram para ele. Nicodemos bate na porta.

 A sala barulhenta fica em silêncio quando ele entra. São homens do mar e coletores de impostos, não acostumados com o mundo intelectual de um estudioso. Eles se agitam onde estão sentados. Jesus faz um sinal para que o convidado se sente. Nicodemos obedece e começa a conversa mais famosa da Bíblia: “Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2).

 Nicodemos começa com o que ele “sabe”. Eu me preparei, sugere ele. Sua obra me impressiona.

 Ouvimos um cumprimento parecido da parte de Jesus: “E eu ouvi falar de você, Nicodemos.” Nós esperamos, e Nicodemos também esperava, um bate-papo amigável.

 Ninguém se manifesta. Jesus não faz menção à posição importante, às boas intenções ou às credenciais acadêmicas de Nicodemos, não porque não existam, mas porque, no algoritmo de Jesus, elas não têm importância. Ele simplesmente faz esta declaração: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (v. 3).

 Repare a divisão continental das Escrituras, a linha internacional de data da fé. Nicodemos está de um lado, Jesus do outro, e Cristo não faz rodeios acerca das diferenças entre eles.

 Nicodemos mora em uma terra de bons resultados, gestos sinceros e trabalho árduo. Dê o melhor para Deus, diz sua filosofia, e Deus fará o resto.

 A resposta de Jesus? O melhor que você tem não serve para nada. Suas obras não funcionam. Seus melhores resultados não significam nada. Se você não nascer de novo, nem poderá ver o que Deus é capaz de fazer.

 Nicodemos hesita em nome de todos nós. Nascer de novo? “Como pode um homem nascer, sendo velho?” (v. 4). Você está brincando. Fazer a vida voltar para trás? Voltar a fita? Começar tudo de novo? Não podemos nascer de novo. 

 Ah, mas será que não gostaríamos? Refazer. Tentar de novo. Recarregar. Corações partidos e oportunidades perdidas aparecem em nosso rastro. Uma canja seria legal. Quem não gostaria de uma segunda chance? Mas quem pode consegui-la? Nicodemos coça o queixo e dá uma risadinha disfarçada. “É… um sujeito com barba grisalha como eu tem uma boa lembrança da ala da maternidade.

” Jesus não abre um sorriso. “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (v. 5). Neste momento, uma rajada de vento faz algumas folhas passarem pela porta ainda aberta. Jesus pega uma folha do chão e a segura. O poder de Deus funciona como esse vento, explica Jesus. Os corações recém-nascidos nascem do céu. Você não pode desejar, ganhar ou criar um. O novo nascimento? Inconcebível. É Deus quem cuida da tarefa, do começo ao fim.

 Nicodemos olha ao redor da sala para os seguidores de Jesus. A expressão vaga no rosto deles revela o mesmo espanto. O velho Nico não tem um cabide no qual possa pendurar estes pensamentos. Ele fala de consertar-se a si mesmo. Mas Jesus fala — na verdade, apresenta — uma linguagem diferente. Não de obras que nasceram de homens e mulheres, mas de uma obra realizada por Deus.

 Nascer de novo. Nascimento, por definição, é um ato passivo. A criança no ventre em nada contribui para o parto. As comemorações após o parto aplaudem o trabalho da mãe. Ninguém trata a criança como uma celebridade (“Bom trabalho, pequenino!”). Dão à criancinha uma chupeta e não uma medalha. A mãe merece o ouro. É ela que faz o esforço. Ela faz força, sofre dores e dá à luz.

 Quando minha sobrinha deu à luz seu primeiro filho, ela convidou o irmão e a mãe para ficarem na sala de parto. Depois de testemunhar três horas de esforço físico, quando o bebê finalmente apareceu, meu sobrinho virou-se para a mãe e disse: “Desculpe todas as vezes que respondi mal para você.

” A mãe paga o preço do nascimento. Ela não procura a ajuda da criança nem pede seu conselho. Por que faria isso? O bebê nem pode respirar sem a ajuda do cordão umbilical, muito menos percorrer um caminho em direção à nova vida. Tampouco nós, Jesus está dizendo. O renascimento espiritual requer um pai ou uma mãe, e não uma criança capaz.

 Quem é esse pai ou essa mãe? Examine a expressão estrategicamente selecionada — de novo. A língua grega oferece duas opções para de novo.

  Palin, que significa a repetição de um ato; refazer o que foi feito antes.

 Anothen, que também descreve um ato repetido, mas exige que a fonte original o repita. Significa “do alto, de um lugar mais alto, coisas que vêm do céu ou de Deus”.

 Em outras palavras, aquele que fez o trabalho da primeira vez o faz novamente. Esta é a palavra que Jesus escolheu.

 A diferença entre os dois termos é a diferença entre uma pintura de Leonardo da Vinci e uma minha. Suponha que você e eu estejamos no museu do Louvre, admirando a Mona Lisa. Inspirado pela obra, eu pego um cavalete e uma tela e anuncio: “Vou pintar este belo retrato de novo.

” E pinto! Bem ali, na Sala dos Estados, exibo minha paleta, molho o pincel na tinta e recrio a Mona Lisa. Mas...Lucado não é nenhum Leonardo. A senhorita Lisa tem um desequilíbrio à la Picasso — um nariz torto e um olho mais alto do que o outro. Tecnicamente, no entanto, mantenho minha palavra e pinto a Mona Lisa novamente.

 Jesus quer dizer algo mais. Ele usa o segundo termo grego, exigindo ação da fonte original. Ele usa o termo anothen, que, se considerado no museu de Paris, exigiria a presença do próprio da Vinci.

 Anothen exclui:

 Réplicas modernas.
 Tentativas de segunda geração.
 Imitações bem-intencionadas.

 Aquele que o fez pela primeira vez deve fazê-lo novamente. O criador original recria sua criação. Este é o ato que Jesus descreve.

 Nascer: Deus faz o esforço.
 De novo: Deus restaura a beleza.

 Não tentamos novamente. Precisamos, não da força do eu, mas de um milagre de Deus.

 O pensamento surpreende Nicodemos: “Como pode ser isso?” (v. 9). Jesus responde com o maior diamante de esperança de toda a Bíblia.

 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

 Uma exposição de 28 palavras de esperança: começando com Deus, terminando com a vida e encorajando-nos a fazer o mesmo. Conciso o suficiente para ser escrito em um guardanapo ou memorizado em um instante, porém, sólido o suficiente para superar dois mil anos de tempestades e dúvidas. Se você não sabe nada da Bíblia, comece por aqui. Se você sabe tudo da Bíblia, volte para este texto. Todos nós precisamos do lembrete. A essência do problema humano é o coração do ser humano. E o tratamento de Deus está prescrito em João 3:16.

 Ele ama.
 Ele se deu.
 Nós cremos.
 Nós vivemos.

 As palavras são para as Escrituras o que o rio Amazonas é para o Brasil — uma entrada que leva ao coração do território. Acredite nelas ou descarte-as, aceite-as ou rejeite-as; qualquer reflexão séria acerca de Cristo deve incluí-las. Um historiador inglês descartaria a Carta Magna? Egiptólogos ignorariam a pedra de Roseta? Você conseguiria meditar nas palavras de Cristo e jamais imergir em João 3:16?

 O versículo é um alfabeto da graça, um sumário da esperança cristã, cada palavra é um cofre com jóias. Leia-o novamente, devagar e em voz alta, e observe a palavra que prende sua atenção. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

 “Deus amou o mundo de tal maneira...” Esperaríamos um Deus motivado pela raiva. Um Deus que castiga o mundo, recicla o mundo, abandona o mundo... mas um Deus que ama o mundo?

 O mundo? Este mundo? Pessoas que partem o coração, que roubam a esperança e que acabam com sonhos vagueiam por este mundo. Ditadores ficam furiosos. Os que abusam impõem sua vontade. Reverendos pensam que merecem o título. Mas Deus ama. E ele ama o mundo de tal maneira que deu suas:

 Declarações?
 Regras?
 Sentenças?
 Ordens?

 Não. A declaração de João 3:16 que acalma o coração, que é difícil de entender, e que faz ou quebra acordos é esta: Deus deu o seu Filho... o seu Filho unigênito. Não há idéias abstratas, mas um Deus envolto em carne. As Escrituras igualam Jesus a Deus. Deus, então, se entregou. Por quê? Para que “todo aquele que nele crê não pereça”.

 John Newton, que pôs a fé em forma de música em Amazing Grace (Preciosa Graça), adorava esta expressão que quebra barreiras. Ele disse: “Se eu lesse: ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que, quando cresse, John tivesse a vida eterna’, eu deveria dizer, talvez, que existe algum outro John Newton; mas ‘todo aquele que’ significa este John Newton e o outro John Newton, e todos os demais, seja qual for o nome.”


 Todo aquele que… uma expressão universal.


 E pereça... uma palavra séria. Gostaríamos de amenizar, se não apagar, o termo. Não Jesus. Ele põe placas que dizem “Não Entre” em cada milímetro do portão de Satanás e diz para aqueles que estão propensos a entrar no inferno que o façam sobre seu cadáver. Ainda assim, algumas almas insistem.

 No final, algumas perecem e outras vivem. E o que determina a diferença? Não são obras ou talentos, origens ou bens. Nicodemos tinha essas coisas aos montes. A diferença é determinada por nossa crença. “Todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

 Os tradutores da Bíblia nas ilhas Novas Hébridas se esforçaram para encontrar um verbo apropriado para crer. Este foi um problema sério, uma vez que o termo e o conceito são essenciais para as Escrituras.

 John G. Paton, um tradutor da Bíblia, encontrou, por acaso, uma solução enquanto estava caçando com o membro de uma tribo. Os dois apanharam um grande veado e o levaram preso em um varal até a casa de Paton pela trilha escarpada de uma montanha. Quando chegaram à varanda, os dois soltaram a carga e se jogaram nas cadeiras da varanda. Ao fazerem isso, o nativo exclamou na língua de seu povo: “Meu Deus, é bom se estender aqui e descansar.” Paton imediatamente pegou um papel e um lápis e anotou a frase. 

 Assim, sua tradução final de João 3:16 poderia ser expressa desta forma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele se estende não pereça, mas tenha a vida eterna.”


 Estenda-se sobre Cristo e descanse.


 Foi o que Martinho Lutero fez. Quando o grande reformador estava morrendo, dores de cabeça intensas o deixaram de cama, abatido pela dor. Ofereceram-lhe um medicamento para aliviar o sofrimento. Lutero recusou e explicou: “Minha melhor prescrição para a cabeça e o coração é que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

 A melhor prescrição para a cabeça e o coração. Quem não se beneficiaria com uma dose? Aconteceu que Nicodemos teve a sua parte. Quando Jesus foi crucificado, o teólogo apareceu com José de Arimatéia. Os dois deram os pêsames e participaram do enterro de Jesus. Não foi um pequeno gesto, diante da atmosfera contrária a Cristo naquele dia. Você não acha que Nicodemos sorriu e pensou na conversa que tiveram, assim que chegou às ruas a notícia de que Jesus estava fora do túmulo e em pé novamente?

 Nascer de novo, é? Quem teria imaginado que ele começaria consigo mesmo.





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