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Quando minha fé é abalada



Autora: Veneetha Rendall


As vezes minha fé é abalada quando os meus sonhos são despedaçados. Eu pergunto onde está Deus no meio dos meus sofrimentos. Não posso ver sua presença. Me sinto só e com medo. Minha fé vacila. Eu questiono o que tenho crido há tanto tempo. Pergunto o que é real, especialmente quando minha experiência não bate com minhas expectativas.


Esta oscilação me incomoda profundamente. Eu provei a bondade de Deus, desfrutei uma comunhão próxima com Ele, descansei no seu terno cuidado. Conheci tanto o seu poder como o seu amor. Mas ainda assim, no meio de uma luta profunda, não encontro respostas. Apenas perguntas.


João Batista compreendeu isto quando esteve na prisão. Ele, mais que todos os homens, sabia quem Jesus era. Mesmo no ventre, ele saltou de alegria na presença do salvador que estava por nascer. No início do ministério de Jesus, antes de qualquer um dos seus milagres, João declarou, “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ele batizou Jesus e viu o Espírito de Deus descendo sobre ele, testificando que Ele de fato era o Filho de Deus.


Mas ainda assim, no auge do ministério de Jesus, João enviou da prisão uma mensagem para Ele, perguntando, “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?


Em um ponto, João estava certo de que Jesus era o Messias. Jesus confirmou ainda mais sua divindade realizando milagres, mas agora João estava se perguntando o que era verdade.






Expectativas Frustadas


João sabia das Escrituras que aquele que deu visão ao cego, fez o coxo andar, e pregou boas novas ao pobre poderia com certeza “abrir a prisão aos presos” como profetizado em Isaías 61. Mas Jesus não fez isto por João.


Então provavelmente nesse ponto, João duvidou daquilo que sabia. Se Jesus era de fato o Messias, João provavelmente esperava ter um papel no seu reino na terra. Ele não esperava começar com um chamado tão importante, preparar o caminho do Senhor no deserto, para somente terminar sua vida e seu ministério numa pequena cela de prisão. Além disso, João pregou que o Messias viria com fogo inextinguível. Com julgamento. Com poder. É provável que ele esperava que isso ocorresse durante o tempo de sua vida.



Nenhuma dessas expectativas coincidiram com a realidade. E isso talvez fez com que João duvidasse. Expectativas frustradas tendem a provocar essa resposta em mim. Especialmente quando tenho sido fiel. Jesus não condena João por suas dúvidas. Ele ainda diz que não houve nenhum homem maior que João. Ele entende o por que João está perguntando essa pergunta. E a resposta de Jesus a ele reforça o que João já sabe – que Jesus é de fato o Messias.


Ao mesmo tempo, Jesus sabe que o ministério público de João está acabado. Assim como os santos de Hebreus 11, João não receberia todas as promessas de Deus mas poderia apenas saudá-las de longe. Ele não serviria com Jesus ou veria o cumprimento do reino de Deus. Mas um dia ele veria. Um dia ele veria seu glorioso papel no plano magnífico de Deus. Ele, o último profeta do antigo testamento, veria como Deus o usou para preparar o mundo para receber Jesus.



E João se alegraria.


Mas agora, João tem de aceitar os planos do Messias para sua vida. Planos que são diferentes daquilo que ele tinha visualizado. Ele tem que permanecer naquilo que ele sabe que é verdade ao invés de se fixar em suas circunstâncias. Ele precisa se lembrar de quem Deus é e confiar Nele numa prisão escura.


E comigo também é assim.


Quando Seus Planos Se Esmigalham


Quando meus planos se esmigalham e Deus me afasta dos meus sonhos, eu devo confiar na infinita sabedoria de Deus. Quando o meu cálice de sofrimento parece muito mais do que eu possa suportar, preciso descansar no Seu imensurável amor. Quando minha vida fica fora de controle, preciso lembrar da absoluta soberania de Deus.


Eu posso não compreender o que está acontecendo. Mas não posso parar de conversar com Ele. Ou me afastar com medo. Devo simplesmente ir a Jesus e dizer a Ele minhas dúvidas. Pedir a Ele que me ajude a ver. As dúvidas de João são as mesmas que as minhas. Me pergunto se Deus é quem Ele diz que é. E se tudo está sob o Seu controle. E se Ele realmente me ama.


E quando eu duvido, Deus me chama, como Ele fez com João, a confiar naquilo que eu sei que é verdade. A confiar nos princípios fundamentais que conheço das Escrituras e da experiência. Que Deus é completamente soberano. E amoroso. E sábio. Nem um pardal cai no chão fora de Sua vontade.



Nesta vida, eu posso nunca ver como Deus está usando minhas tribulações. Mas um dia eu serei grata por elas. Tudo o que posso fazer agora é confiar que Aquele que fez o coxo andar e o cego ver, que morreu numa cruz para que eu passasse a eternidade com Ele, há de fazer o que é melhor para mim.


Tudo se resume em confiança. Confiarei nas circunstâncias que estão sempre mudando? Ou confiarei no Deus que nunca muda?


Em Cristo, a rocha sólida, estou. Todo o restante é areia movediça.

****

Your Shattered Dreams and Shaken Faith | Tradução: Jonatas


extraido do site: A tenda na rocha

Qual a diferença entre fraco na fé, pouca fé, fé deturpada e fé firme?

Há vários modos de responder à pergunta. Penso que não é necessário recorrer à Bíblia para encontrar uma explicação. Acredito que podemos encontrar uma resposta observando a prática da nossa vida cristã. Há pessoas que dizem ter fé, mas na verdade é fraca ou pouca. Isso acontece quando, por exemplo, uma situação contraditória nos afasta de Deus, quando uma doença ou uma desgraça nos faz abandonar nosso diálogo com Ele. Há também a fé deturpada, quando acreditamos num deus inventado por nós mesmos, quando pensamos que Deus é alguma coisa que está no nosso poder. Invés a fé firme é caracterizada pela capacidade de manter constante a esperança e confiança no Senhor, apesar de tudo que acontece conosco.

Provavelmente algumas passagens bíblicas podem nos auxiliar a entender melhor esta explicação. Pensava na parábola do semeador – mesmo se o tema central é a Palavra – e também naquela da casa construída sobre a rocha. Na parábola do Semeador (Lucas 8), um pouco da semente (Palavra de Deus) cai à beira do caminho e os pássaros comem (fé fraca), outras caem sobre a pedra e brota, mas logo morre (pouca fé); outras ainda caem entre os espinhos e depois de nascerem são sufocadas (fé deturpada) e, finalmente, algumas sementes são plantadas em terra boa (fé firme). A parábola da casa construída sobre a pedra (Mateus 7,21-27), mostra que quem tem a fé firme é como uma casa construída sobre a rocha, que nenhuma intempérie é capaz de destruir, invés a pouca fé é como a casa sobre a areia, facilmente destruída.

Como andar pela fé



Visto que andamos por fé e não pelo que vemos ( 2 Cor 5:7)

Queridos, não é fácil escolher o melhor caminho. Muitas vezes aquilo que achamos ser o melhor caminho na verdade não é. Muitas vezes não é nosso “achismo” do melhor caminho que irá nos influenciar na nossa escolha mas a visão que temos do que seria o caminho mais fácil e menos tortuoso é o que determina qual direção que deveremos seguir. Nossas escolhas na maioria das vezes serão baseadas naquilo que mais nos interessa segundo a nossa visão. Por isso é certo dizer que a escolha do nosso caminho dependerá acima de tudo da visão que temos, pois nem sempre o caminho que escolhemos é o caminho mais correto a seguir.

Diz as Escrituras que não é do homem o seu caminho, nem do homem que caminha, dirigir os seus passos (Jr 10:23). Diz o Senhor que os caminhos Dele não são como os nossos caminhos. Os caminhos do Senhor são bem mais altos que os nossos (Is 55:8-9).

Também diz as Escrituras que há caminhos para o homem que parecem retos mais que não fim levam a morte. (Pv 14:12).

Na verdade isso significa dizer que muitas de nossas escolhas são baseadas em atos deliberados da nossa própria vontade. Mas quando andamos por fé existe algo diferente, pois trabalha não naquilo que se vê, mas naquilo que não se vê. Tanto que o livro de Hebreus diz que a Fé é a CERTEZA do QUE SE ESPERA e CONVICÇÃO de fatos QUE NÃO SE VÊEM. (Hb 11:1).

Quando andamos por fé, nós não somente entramos no sobrenatural de Deus, mas fazemos Sua Vontade e o que lhe agrada, pois assim diz a palavra de Deus:

“Sem fé é IMPOSSÍVEL agradar a Deus” (Hb 11:6).

Neste mesmo livro de Hebreus diz a palavra do Senhor que pé Fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente (Hb 11:3).

O verdadeiro crente é aquele que enxerga pelos olhos da fé não atentando para as coisas materiais e temporais que se vê.

É aquele que reconhece o mundo espiritual como algo real.

Que entende a ação sobrenatural de Deus diante da impossibilidade, confiando irrestritamente Nele em qualquer eventualidade. É aquele que ouve a voz de Deus e anda em obediência ao Seu chamado. Que é confrontado pela prova de sua Fé esperando a recompensa que só Deus pode dar segundo suas promessas e Sua Vontade.

Aquele que anda pela FÉ espera com certeza na intervenção e provisão divina ainda que sua razão diga que não.

Não é fácil andar por fé, pois andar pelar fé significa renúncia de si e entrega total a vontade de Deus. Os maiores homens e mulheres de fé que já existiram andaram desta maneira não negando a Deus aquilo que era para si o que era mais precioso. Aqueles que andaram por fé não olharam para o zona de conforto de sua vidas , mas tiveram coragem de seguir adiante abrindo mão da promessa dizendo SIM para Deus e NÃO para o MUNDO.

Andar por fé é sair da sua própria terra a uma terra desconhecida. É andar em obediência e paciência a lugar que Deus deveria mostrar . É ouvir pela fé o barulho de uma abundante chuva em terra extremamente seca. É recusar a ser filho de faraó abdicar das regalias deste mundo para ser maltratado como filho de Deus. É enxergar uma mar fechado de impossibilidades, mas crer num novo caminho que Deus pode abrir do nada.

Como li certa vez:

A fé em Deus nos faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível.

CRISTÃO FICA DOENTE?



Creio em milagres. Creio que Deus cura hoje em resposta às orações de seu povo. Durante meu ministério pastoral, tenho orado por pessoas doentes que ficaram boas. Contudo, apesar de todas as orações, pedidos e súplicas que os crentes fazem a Deus quando ficam doentes, é um fato inegável que muitos continuam doentes e eventualmente, chegam a morrer acometidos de doenças e males terminais.

Uma breve consulta feita à Capelania Hospitalar de grandes hospitais de algumas capitais do nosso país revela que há números elevados de evangélicos hospitalizados por todos os tipos de doença que acometem as pessoas em geral. A proporção de evangélicos nos hospitais acompanha a proporção de evangélicos no país. As doenças não fazem distinção religiosa.

Para muitos evangélicos, os crentes só adoecem e não são curados porque lhes falta fé em Deus. Todavia, apesar do ensino popular que a fé nos cura de todas as enfermidades, os hospitais e clínicas especializadas estão cheias de evangélicos de todas as denominações – tradicionais, pentecostais e neopentecostais –, sofrendo dos mais diversos tipos de males. Será que poderemos dizer que todos eles – sem exceção – estão ali porque pecaram contra Deus, ficaram vulneráveis aos demônios e não têm fé suficiente para conseguir a cura?

É nesse ponto que muitos evangélicos que adoeceram, ou que têm parentes e amigos evangélicos que adoeceram, entram numa crise de fé. Muitos, decepcionados com a sua falta de melhora, ou com a morte de outros crentes fiéis, passam a não crer mais em nada e abandonam as suas igrejas e o próprio Evangelho. Outros permanecem, mas marcados pela dúvida e incerteza. Eu gostaria de mostrar nesse mural, todavia, que mesmo homens de fé podem ficar doentes, conforme a Bíblia e a História nos ensinam.

1. Há diversos exemplos na Bíblia de homens de fé que adoeceram.

Ao lermos a Bíblia como um todo, verificamos que homens de Deus, cheios de fé, ficaram doentes e até morreram dessas enfermidades. Um deles foi o próprio profeta Eliseu. A Bíblia diz que ele padeceu de uma enfermidade que finalmente o levou a morte: “Estando Eliseu padecendo da enfermidade de que havia de morrer” (2Re 13.14). Outro, foi Timóteo. Paulo recomendou-lhe um remédio caseiro por causa de problemas estomacais e enfermidades freqüentes: “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23). Ao final do seu ministério, Paulo registra a doença de um amigo que ele mesmo não conseguiu curar: “Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto” (2Tm 4.20).

O próprio Paulo padecia do que chamou de “espinho na carne”. Apesar de suas orações e súplicas, Deus não o atendeu, e o apóstolo continuou a padecer desse mal (2Co 12.7-9). Alguns acham que se tratava da mesma enfermidade da qual Paulo padeceu quanto esteve entre os Gálatas: “a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto” (Gl 4.14). Alguns acham que era uma doença nos olhos, pois logo em seguida Paulo diz: “dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar” (Gl 4.15). Também podemos mencionar Epafrodito, que ficou gravemente doente quando visitou o apóstolo Paulo: “[Epafrodito] estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2.26-27).

Temos ainda o caso de Jó, que mesmo sendo justo, fiel e temente a Deus, foi afligido durante vários meses por uma enfermidade, que a Bíblia descreve como sendo infligida por Satanás com permissão de Deus: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se” (Jó 2.7-8). O grande servo de Deus, Isaque, sofria da vista quando envelheceu, a ponto de não saber distinguir entre Jacó e Esaú: “Tendo-se envelhecido Isaque e já não podendo ver, porque os olhos se lhe enfraqueciam” (Gn 27.1). Esses e outros exemplos poderiam ser citados para mostrar que homens de Deus, fiéis e santos, foram vitimados por doenças e enfermidades.

2. O mesmo ocorre na História da Igreja.

Nem mesmo cristãos de destaque na história da Igreja escaparam das doenças e dos males. João Calvino era um homem acometido com freqüência de várias enfermidades. Mesmo aqueles que passaram a vida toda defendendo a cura pela fé também sofreram com as doenças. Alguns dos mais famosos acabaram morrendo de doenças e enfermidades. Um deles foi Edward Irving, chamado o pai do movimento carismático. Pregador brilhante, Irving acreditava que Deus estava restaurando na terra os dons apostólicos, inclusive o da cura divina. Ainda jovem, contraiu uma doença fatal (pneumonia). Morreu doente, sozinho, frustrado e decepcionado com Deus.

Um outro caso conhecido é o de Adoniran Gordon, um dos principais líderes do movimento de cura pela fé do século passado. Gordon morreu de bronquite, apesar da sua fé e da fé de seus amigos. A. B. Simpson, outro líder do movimento da cura pela fé, morreu de paralisia e arteriosclerose. Mais recentemente, morreu John Wimber, vitimado por um câncer de garganta. Wimber foi o fundador da igreja Vineyard Fellowship (“A Comunhão da Vinha ou Videira”) e do movimento moderno de “sinais e prodígios”. Ele, à semelhança de Gordon e Simpson, acreditava que pela fé em Cristo, o crente jamais ficaria doente. Líderes do movimento de cura pela fé no Brasil também têm ficado doentes. Não poucos deles usam óculos, para corrigir defeitos na vista e até têm defeito físico nas mãos.

O meu ponto aqui é que cristãos verdadeiros, pessoas de fé, eventualmente adoeceram e morreram de enfermidades, conforme a Bíblia e a História claramente demonstram. O significado disso é múltiplo, desde o conceito de que as doenças nem sempre representam falta de fé até o fato de que Deus se reserva o direito soberano de curar quem ele quiser.

Escrevo estas coisas, não para desanimar alguém de orar pedindo a sua cura - eu mesmo oro assim, quando encontro a doença em mim ou nos outros. Mas para consolar aqueles que oraram e pediram e a cura nunca veio e talvez nunca venha.

A VIDA DIÁRIA DE UM APÓSTOLO DE VERDADE


As cartas que Paulo escreveu à igreja de Corinto são as de maior cunho pessoal e que mais revelam como era a vida daquele que é considerado o maior apóstolo do Cristianismo, data vênia Pedro e os papistas.

Como era a vida diária de Paulo, um apóstolo de Cristo?

- evitava batizar muita gente, para que não se formasse um fã clube em torno do seu nome (1Co 1:14-17);

- evitava a ostentação de linguagem na pregação pelo mesmo motivo e pregava somente a Cristo e este crucificado (1Co 2:1-5).

- a razão é que ele queria evitar que pessoas se agregassem à igreja impressionadas por seus talentos e carismas e não pela fé em Jesus Cristo (1Co 2:5).

- ficava lembrando seu rebanho de que ele era um mero servo, junto com outros, e que seu sucesso em ganhar pessoas para Cristo se devia tão somente à graça de Deus e não a méritos próprios (1Co 3:5-9).

- insistia que Deus requeria dos apóstolos somente que fossem fiéis, e não que fossem bem sucedidos, diante da tentação de muitos de compararem os ministérios dele, de Apolo e de Pedro (1Co 4:1-3).

- era constantemente considerado – inclusive por pessoas que faziam parte das próprias igrejas que havia fundado – como condenado a morte, espetáculo ao mundo e aos anjos, louco, fraco e desprezível (1Co 4:9-10).

- em diversas ocasiões passou fome, sede e nudez; foi esbofeteado e não tinha moradia certa ou casa própria (1Co 4:11)

- trabalhava até cansar com as próprias mãos para garantir o seu sustento (1Co 4:12).

- era perseguido, injuriado, caluniado e considerado o lixo do mundo, mas não respondia nem revidava a nenhuma destas provocações (1Co 4:13).

- muitos achavam que ele não tinha o direito de receber sustento da igreja e nem de se fazer acompanhar de uma esposa nos trabalhos missionários intensos e cansativos. Por isto, ele trabalhava para se sustentar e se recusava a receber salário, ofertas, dízimos e contribuições das igrejas, quando fazer isto pudesse lançar dúvida sobre suas intenções (1Co 9:1-12).

- pregava e evangelizava nas igrejas de graça, sem nada pedir e nada receber, para não colocar empecilho ao Evangelho de Cristo (1Co 9:15-18), pois seu alvo era ganhar o maior número possível de pessoas.

- preocupava-se em ser irrepreensível, em controlar-se e manter suas paixões e desejos debaixo de controle, para poder ter autoridade para pregar (1Co 9:25-27).

- enfrentou a morte várias vezes no trabalho missionário, e em algumas delas considerou que sua hora de morrer tinha finalmente chegado (2Co 1:8-9).

- passava por constantes sofrimentos e angústias de coração por causa das igrejas e dos crentes a quem amava e por quem se preocupava individualmente (2Co 2:4).

- perdoava e pedia o perdão dos outros para aqueles que o haviam ofendido e prejudicado o seu trabalho (2Co 2:7-8).

- quando era necessário mostrar as suas credenciais de apóstolo, apontava para as multidões convertidas pelo Evangelho da cruz que pregava com simplicidade e no poder do Espírito (2Co 3:1-4).

- tomava o maior cuidado para não adulterar a mensagem do Evangelho, não andava com astúcia e nem procurava enganar seus ouvintes para tirar proveito financeiro deles (2Co 4:1-2).

- vivia como um condenado à morte, levando em seu corpo o morrer de Jesus na forma de privações, perseguições, sofrimentos, calúnias e injúrias, como meio da vida de Cristo se manifestar através dele (2Co 4:7-15).

- sua esperança e expectativa não estavam aqui, nas riquezas, propriedades e bens, mas o tempo todo ele faz menção da glória celestial, das coisas invisíveis e eternas que ele aguardava como recompensa de seus sofrimentos e trabalho (2Co 4:16-18).

- quando precisava se recomendar aos ouvintes como ministro de Cristo incluía em seu currículo as muitas aflições, angústias, privações, açoites, prisões, tumultos, vigílias e jejuns no trabalho do Senhor (2Co 6:4-10).

- ainda nesta lista incluía os 39 açoites recebidos dos judeus pelo menos 5 vezes, ser fustigado com varas 3 vezes, 3 naufrágios, apedrejamentos, perigos de salteadores e assassinos, além do peso constante da responsabilidade das igrejas que pesava sobre seus ombros (2Co 11:29).

- passou privações e teve de trabalhar arduamente para não ser pesado às igrejas onde receber oferta seria dar motivo para a acusação de mercenário (2Co 11:7-9).

- apresentava como motivo de gloria o fato de que uma vez teve que fugir de uma cidade escondido em um cesto e descido pelos irmãos pela muralha, para poder escapar com vida (2Co 11:30-33).

- lutava diariamente com um doloroso espinho na carne, que o abatia e fazia sofrer e clamar a Deus, mas sem resposta a não ser a provisão da graça para poder suportá-lo (2Co 12:7-10).

Muitos hoje se consideram apóstolos de Cristo tanto quanto Paulo e os Doze. É só comparar...

Uma visita ao Calvário!


 
 
Quero lhe convidar para fazermos uma visita ao Calvário. Se você é um filho de Deus, você já esteve lá, pois foi lá que você conheceu Jesus no momento da salvação. Se você está aqui hoje e você está perdido, você precisa vir hoje para o Calvário, é o único lugar onde você vai encontrar o perdão dos pecados.
Mas a cruz é também um local de aprendizado. Se você vai para Faculdade Nacional de Direito, você vai aprender sobre a lei, se você vai para a Faculdade de engenharia, você vai aprender sobre engenharia, se você vai para a Faculdade de medicina, você vai aprender sobre a medicina. Mas se você for ao Calvário, você aprende sobre a grandeza do amor de Deus e a grandeza do pecado do homem.

Ouvi falar de um homem de ciência que estava passeando em uma balsa. Ele estava conversando com um homem inculto na balsa. Ele perguntou-lhe o que ele sabia de Geologia? Ele disse: não sei nada de Geologia. O homem respondeu, bem, então ¼ da sua vida se foi. Ele então lhe perguntou se ele sabia algo de Biologia? Novamente, ele disse que não. O homem disse, bem, ½ de sua vida se foi. Ele ainda perguntou se ele sabia alguma coisa de Zoologia? O homem respondeu-lhe: não, nada. O homem voltou e disse bem ¾ de sua vida se foi. De repente uma onda atingiu o barco, o homem culto caiu na água. O homem inculto gritou com ele, você sabe nadar? Ele gritou de volta, não. Ele disse, então, toda a sua vida se foi.


Se você nunca foi ao Calvário e conheceu Jesus como seu salvador, sua vida está indo embora e se você não vir a Jesus, você vai perder a sua vida no inferno.


I. Observe as razões para a cruz. Mateus 16:21“Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia”
Por que Ele usa a palavra: “necessário“?


A. Por causa do pecado do homem. Romanos 3:23- “Porque todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus;”


Porque todos pecaram, e consequentemente são igualmente impotentes e culpados.


A nossa natureza corrupta é claramente revelada quando nossas vidas são medidas pelo padrão absoluto da santidade divina. A Bíblia diz que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Fazemos uma impressão favorável quando comparado com outros homens, mas nenhum de nós pode se levantar contra o branco puro do caráter de Cristo.


B. Por causa da separação do homem. Isaías 59:2–“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós eo vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”


O problema não é com o poder de Deus, o Seu conhecimento, ou seu interesse. O problema é com as nossas iniquidades. O pecado separou você de Deus.


Deus é santo e não pode encarar o pecado, mas na cruz, Jesus estava trazendo a humanidade e Deus juntos.


Isso o que Jesus fez na cruz, ele tomou a mão de um Deus amoroso e a mão da humanidade pecadora e os uniu mais a sua cruz. E se nós aceitarmos Sua salvação, temos paz com Deus.
C. Por causa da salvação do homem. Romanos 5:9-“Muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos salvos da ira por meio dele”
Ao custo grande do sangue do Salvador, derramado por nós no Calvário, fomos considerados justos por Deus.


II. Observe a realidade da cruz
A. O sofrimento da cruz foi real. João 19:16– “Então, Pilatos o entregou para ser crucificado”


Nós vemos tanto faz de conta em nosso mundo hoje que perdemos o nosso senso de realidade. Mas eu quero que você saiba que a Cruz de Jesus foi real. Não houve dublê, nem sangue falso, nem pregos de borracha, nem cruz de papel, era tudo real.


Quando bateram na cara dele, era real. Quando eles cuspiram nele, era real. Quando eles batiam nele, era real. Quando eles pregaram os pregos nas mãos e pés era real.


Em 21 de marco de 1986, a revista da Associação Médica dos Estados Unidos,publicou uma análise clínica da morte de Jesus na cruz. Repleto de diagramas e linguagem técnica, ela pintou um retrato frio da crueldade humana. O relatório menciona picos de sete polegadas, o trabalho de insetos e pássaros nos olhos das vítimas, orelhas e nariz, perda de sangue continuada e infecção das ferida devido aos flagelo; e mutilações dolorosas do ”nervo sensitivo mediano”. Os médicos escreveram que a causa da morte por crucificação são muitos fatores e varia com cada caso.

As duas causas mais importantes prováveis foram: choque hipovolêmico e asfixia por exaustão. Outros fatores que poderiam ser incluídos; a desidratação, stress induzido, arritmia e insuficiência cardíaca congestiva com o acúmulo de efusão pericárdica e pleural. A linguagem do artigo é profissional, mas a mensagem é clara. A crucificação teve um efeito catastrófico sobre a respiração, o coração eo organismo em geral. Foi uma morte horrível.

João poupa o sangue, apenas mencionando o fato dacrucificação de Jesus.Provavelmente porque a prova verdadeira da cruz era mais espiritual do que físico. Jesus foi feito… pecado por nós (2 Coríntios 5:21) e a ira de Deus que nós merecíamos foi derramada sobre ele: o sofrimento incompreensível!


B. A vergonha da cruz foi real. Mateus 27:35–“Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte”
Ele foi despido do seu manto diante de uma multidão hostil, ele levou essa vergonha diante deles.


C. A separação da cruz foi real. Mateus 27:46– “Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Ele havia sido abandonado pelos líderes religiosos, por sua família, seus discípulos, por seus amigos, e agora por seu pai.
Um artista pode pintar as mãos e os pés físicos de nosso Senhor, mas ele não pode pintar o poder de cura das suas mãos e a piedosa caminhada dos seus pés. Ele pode pintar o sofrimento exterior, mas não a causa interior; a maldita árvore, mas não a maldição da lei, levando a cruz, mas não o rumo dos pecados de Seu povo, a taça de vinagre, mas não a taça da ira – o escárnio de seus inimigos eo abandono do pai.
Ele não foi abandonado por causa de seus pecados, pois ele não tinha pecado. Mas ele foi abandonado porque Ele estava levando a culpa de nossos pecados sobre si mesmo.





III. Observe os resultados da Cruz.
A. Pela cruz -Ele comprou nosso perdão. Efésios 1:7–“Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça;”


Redenção implica sempre um preço a ser pago pela liberdade que é comprada, aqui o preço é o Seu sangue. Jesus não nos redimiupor sua vida sem pecado ou de seu exemplo moral, mas apenas através de Sua morte em nosso lugar, pelo seu sangue.


Um novo produto chamado “Sacos de culpa descartáveis” apareceu no mercado Norte Americano. Consiste de um conjunto de dez simples sacos marrons, em que foram impressas as seguintes instruções: “Coloque o saco com firmeza sobre a boca, respirar fundo e explodir toda a sua culpa para fora, em seguida, descartar o saco de imediato”. A maravilha disso é que a Associated Press relatou que 2.500 kits foram rapidamente vendidos a $2.50 por kit. Será que podemos dispor de nossa culpa tão facilmente. Não há nada nesta terra bastante poderoso em si mesmo para eliminar nossa culpa. Nós não podemos consertar a nós mesmos, que é o que muitos de nós estamos tentando fazer. Aquilo que torna possível o ser perdoado, ser purificado, ser curado, o que torna possível nós recebermos a nossa vida de volta, fresca, limpa e nova, é o poder da graça de Deus na Cruz de Jesus Cristo.


B. Pela cruz, ele comprou a nossa Paz. Romanos 5:1–“Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo”
Antes, quando sob um sentimento de culpa do pecado, não tínhamos nada, mas o terror e consternação em nossas próprias consciências, e agora, tendo nossos pecados perdoados, temos paz em nossos corações, sentindo que toda nossa culpa é tirada. Paz é geralmente o primeiro fruto de nossa justificação.
Um jovem foi até um pastor, e, em grande angústia por causa do seu estado espiritual. Ele disse ao ministro: “Pastor, você pode me dizer o que devo fazer para encontrar a paz?” O pastor respondeu: “Meu jovem, você está muito atrasado”. ”Oh!” disse o jovem, “você não quer dizer que eu estou muito atrasado para ser salvo?” ”Oh, não”, foi à resposta, “mas você está muito atrasado para fazer qualquer coisa. Jesus fez tudo o que precisava ser feito há vinte séculos.”


Conclusão:
Houve uma lei em Tóquio, por volta do ano de 1900 que nenhum estrangeiro poderia estabelecer sua residência na cidade, a menos que tivesse um “substituto”. Havia nativos que se ofereciam, ou eram contratados para este efeito. Caso o estrangeiro violasse qualquer lei, o substituto sofria a penalidade por isso, mesmo que a pena fosseà morte.
Jesus, na cruz, é o nosso substituto. Ele tomou nosso lugar. Ele pagou a penalidade a nosso favor.

E quem fez pacto com o diabo, tem que quebrar as maldições em sua vida, mesmo depois de crente?


                          

Tem sido argumentado que o Brasil é um país místico, cuja grande parte da população tem se envolvido, uma vez ou outra, com o oculto. A quantidade de pessoas envolvidas com espíritos malignos é muito grande, quer através de procura consciente de contato com entidades espirituais, quer através de “inocentes” consultas aos búzios e leitura das linhas das mãos. As implicações de toda esta abertura para o reino das trevas, argumenta-se, é que dificilmente encontraremos nas igrejas pessoas que foram convertidas como adultas, e que não tiveram, ao menos, uma passagem superficial pelo mundo dos espíritos. Tais pessoas estão sujeitas a serem molestadas, oprimidas e mesmo invadidas por estes espíritos, aos quais deram o direito de entrar em suas vidas no passado, se não anularem estes “pactos” que foram feitos com eles, mesmo que inconscientemente.

A pergunta é se o tratamento recomendado nas Escrituras para estas pessoas é a prática de “quebra de maldições”, a anulação de pactos com demônios.

O mundo em que os apóstolos pregaram o Evangelho era infestado pelo ocultismo, e pela idolatria, possivelmente de forma tão intensa quanto o Brasil de hoje. Muitos dos convertidos pelos apóstolos vieram de um passado de ocultismo, artes mágicas e feitiçaria. Entretanto, em nenhum momento os apóstolos consideraram necessário acrescentar ao arrependimento e à fé coisas como quebra de maldições ou anulação de pactos com espíritos.

Um dos locais mais infestados era Éfeso. A cidade era conhecida como um centro de artes mágicas, e pelo culto da deusa Artemis (Diana). Esta deusa da mitologia grega era conhecida como a deusa do submundo, que controlava espíritos da natureza e dos animais selvagens. Sua imagem era coberta com os símbolos do Zodíaco, para lembrar aos adoradores de Éfeso que ela era uma divindade cósmica, com controle sobre os espíritos determinantes do destino.

Quando Paulo ali pregou o Evangelho, muitos efésios converteram-se a Cristo, boa parte dos quais havia se envolvido com artes mágicas, e certamente com o culto a Diana (Atos 19.18-20, 26-27). Como testemunho público de que já haviam sido libertos e resgatados pelo poder do Espírito Santo, vieram a público queimar seus livros de magia negra. Não foi pelo atear fogo naqueles livros que ganharam sua plena libertação. Eles já haviam sido libertados, quando creram (At 19.18).

Mais tarde, quando lhes escreveu a carta que conhecemos como Efésios, o apóstolo Paulo não sentiu nenhuma necessidade de instrui-los a quebrar maldições que fossem resultado de pactos ainda pendentes com o antigo culto aos demônios com que se envolveram no passado

Antes, em sua primeira viagem missionária, Paulo havia levado à Cristo o procônsul Sérgio Paulo, na ilha de Patmos (Atos 13.4-12). Sérgio Paulo havia se envolvido com artes mágicas, pois tinha ao seu lado um judeu mágico, um bruxo, chamado Barjesus. Possivelmente era seu conselheiro espiritual, conforme prática antiga — e bem moderna! — de oficiais e governadores de consultar videntes para tomar resoluções. Após a conversão de Sérgio Paulo, o apóstolo nada lhe recomendou em termos de quebrar os pactos antigos feitos com os espíritos malignos através dos serviços do bruxo.

Um outro exemplo de como os apóstolos tratavam convertidos que vinham do ocultismo é o relato da conversão dos samaritanos em Atos 8. Lemos ali que os samaritanos em pêso seguiam a Simão Mago, um bruxo que praticava artes mágicas, e que era o líder espiritual da cidade, ou da região (Atos 8.9-11). Certamente a maioria dos moradores da cidade já havia, uma vez ou outra, se envolvido com Simão, através de consultas, “trabalhos”, invocação de mortos, e outras práticas ocultas populares daquela época. Quando Felipe ali chegou pregando o Evangelho no poder do Espírito, muitos deles deram-lhe crédito, e foram convertidos a Cristo. Felipe os batizou (Atos 8.12). O próprio bruxo foi batizado (8.13).

Mais tarde, os apóstolos vieram de Jerusalém examinar estes convertidos. Nada acrecentaram ao que Felipe já havia feito, a não ser orar para que os convertidos recebessem o Espírito Santo — procedimento necessário para que ficasse claro que, à semelhança dos Judeus no dia de Pentecostes, outros povos podiam também ser aceitos na Igreja de Cristo (At 8.16-17). Nenhuma palavra sobre o passado deles na feitiçaria! Nenhuma instrução a Felipe para que anulasse os pactos demoníacos daquela gente! Os apóstolos consideraram que a obra de Cristo nos samaritanos, convertendo-os, era suficiente para romper os laços antigos de pecado, ignorância, superstição e incredulidade.

E mesmo quando o bruxo deu sinais de que ainda estava “amarrado” ao seu passado, a orientação de Pedro foi: “arrepende-te e ora ao Senhor” (Atos 8.22). Pedro viu que Simão estava ainda “em fel de iniquidade e laço de amargura” (Atos 8. 23), mas não julgou que a solução seria “anular” os compromissos do bruxo com o mundo dos espíritos. A solução era um verdadeiro arrependimento e oração ao Senhor.

As tendências destas ênfases da “batalha espiritual”, portanto, acaba sendo a de diminuir o poder e a eficácia da suficiência de Cristo na vida do crente, ao introduzir a necessidade de coisas como a quebra de maldições hereditárias como condição para que o crente verdadeiro usufrua plenamente das bênçãos que Deus lhe tem reservado em Cristo.

A Conversa Mais Famosa da Bíblia

 Extraido do livro “3:16” de Max Lucado

 Ele está esperando pelas sombras. A escuridão dará o abrigo que ele deseja. Por isso, ele espera a segurança do anoitecer. Senta-se perto da janela do segundo andar de sua casa, tomando um chá de folhas da oliveira, vendo o pôr-do-sol, esperando o momento propício. Jerusalém é fascinante nesta hora. A luz do sol desaparecendo, tinge as ruas de pedra, dá um tom dourado às casas brancas e realça o templo que lembra um bloco.

 Nicodemos passa os olhos nos telhados de ardósia na enorme praça: brilhantes e resplandecentes. Ele andou pelo pátio da praça nesta manhã. Fará a mesma coisa de novo, amanhã. Ele irá se reunir com os líderes religiosos e fazer o que líderes religiosos fazem: discutir sobre Deus. Discutir sobre como alcançar Deus, agradar a Deus, satisfazer a Deus.

 Deus.

 Os fariseus conversam sobre Deus. E Nicodemos senta-se entre eles. Debatendo. Ponderando. Solucionando enigmas. Resolvendo dilemas. Amarrando sandálias no sábado. Alimentando pessoas que não trabalham. Divorciando-se de sua esposa. Desonrando os pais.

 O que Deus diz? Nicodemos precisa saber. É seu trabalho. Ele é um homem santo e lidera homens santos. Seu nome aparece no grupo de elite dos estudiosos da Torá. Ele dedicou sua vida à lei e ocupa um dos setenta e um assentos da suprema corte da Judéia. Tem credenciais, influência e perguntas.

 Perguntas para este galileu que pára multidões. Este mestre lá do fim do mundo que não tem diplomas, mas atrai pessoas. Que tem tempo de sobra para um happy hour com a multidão, mas pouco tempo para os sacerdotes e a casta seleta de santos. Expulsa demônios, dizem alguns; perdoa pecados, alegam outros; que limpa templos, Nicodemos não tem dúvida. Ele viu Jesus purificar o pórtico de Salomão. Viu a fúria. Açoite trançado, pombas voando. “Ninguém encherá os bolsos em minha casa”, explodiu Jesus. Assim que a poeira baixou e as coisas se acalmaram, sacerdotes em um empurra- empurra correram para investigar o passado de Jesus. O homem de Nazaré não foi elogiado no templo naquele dia.

 Por isso, Nicodemos apareceu à noite. Seus colegas não podem saber do encontro. Não entenderiam. Mas Nicodemos não pode esperar até que entendam. Quando as sombras escurecem a cidade, ele sai e passa despercebido pelas sinuosas ruas de pedras. Passa pelos escravos que estão acendendo lâmpadas nos pátios e pega um caminho que acaba na porta de uma casa simples. Jesus e seus seguidores estão aqui, disseram para ele. Nicodemos bate na porta.

 A sala barulhenta fica em silêncio quando ele entra. São homens do mar e coletores de impostos, não acostumados com o mundo intelectual de um estudioso. Eles se agitam onde estão sentados. Jesus faz um sinal para que o convidado se sente. Nicodemos obedece e começa a conversa mais famosa da Bíblia: “Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2).

 Nicodemos começa com o que ele “sabe”. Eu me preparei, sugere ele. Sua obra me impressiona.

 Ouvimos um cumprimento parecido da parte de Jesus: “E eu ouvi falar de você, Nicodemos.” Nós esperamos, e Nicodemos também esperava, um bate-papo amigável.

 Ninguém se manifesta. Jesus não faz menção à posição importante, às boas intenções ou às credenciais acadêmicas de Nicodemos, não porque não existam, mas porque, no algoritmo de Jesus, elas não têm importância. Ele simplesmente faz esta declaração: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (v. 3).

 Repare a divisão continental das Escrituras, a linha internacional de data da fé. Nicodemos está de um lado, Jesus do outro, e Cristo não faz rodeios acerca das diferenças entre eles.

 Nicodemos mora em uma terra de bons resultados, gestos sinceros e trabalho árduo. Dê o melhor para Deus, diz sua filosofia, e Deus fará o resto.

 A resposta de Jesus? O melhor que você tem não serve para nada. Suas obras não funcionam. Seus melhores resultados não significam nada. Se você não nascer de novo, nem poderá ver o que Deus é capaz de fazer.

 Nicodemos hesita em nome de todos nós. Nascer de novo? “Como pode um homem nascer, sendo velho?” (v. 4). Você está brincando. Fazer a vida voltar para trás? Voltar a fita? Começar tudo de novo? Não podemos nascer de novo. 

 Ah, mas será que não gostaríamos? Refazer. Tentar de novo. Recarregar. Corações partidos e oportunidades perdidas aparecem em nosso rastro. Uma canja seria legal. Quem não gostaria de uma segunda chance? Mas quem pode consegui-la? Nicodemos coça o queixo e dá uma risadinha disfarçada. “É… um sujeito com barba grisalha como eu tem uma boa lembrança da ala da maternidade.

” Jesus não abre um sorriso. “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (v. 5). Neste momento, uma rajada de vento faz algumas folhas passarem pela porta ainda aberta. Jesus pega uma folha do chão e a segura. O poder de Deus funciona como esse vento, explica Jesus. Os corações recém-nascidos nascem do céu. Você não pode desejar, ganhar ou criar um. O novo nascimento? Inconcebível. É Deus quem cuida da tarefa, do começo ao fim.

 Nicodemos olha ao redor da sala para os seguidores de Jesus. A expressão vaga no rosto deles revela o mesmo espanto. O velho Nico não tem um cabide no qual possa pendurar estes pensamentos. Ele fala de consertar-se a si mesmo. Mas Jesus fala — na verdade, apresenta — uma linguagem diferente. Não de obras que nasceram de homens e mulheres, mas de uma obra realizada por Deus.

 Nascer de novo. Nascimento, por definição, é um ato passivo. A criança no ventre em nada contribui para o parto. As comemorações após o parto aplaudem o trabalho da mãe. Ninguém trata a criança como uma celebridade (“Bom trabalho, pequenino!”). Dão à criancinha uma chupeta e não uma medalha. A mãe merece o ouro. É ela que faz o esforço. Ela faz força, sofre dores e dá à luz.

 Quando minha sobrinha deu à luz seu primeiro filho, ela convidou o irmão e a mãe para ficarem na sala de parto. Depois de testemunhar três horas de esforço físico, quando o bebê finalmente apareceu, meu sobrinho virou-se para a mãe e disse: “Desculpe todas as vezes que respondi mal para você.

” A mãe paga o preço do nascimento. Ela não procura a ajuda da criança nem pede seu conselho. Por que faria isso? O bebê nem pode respirar sem a ajuda do cordão umbilical, muito menos percorrer um caminho em direção à nova vida. Tampouco nós, Jesus está dizendo. O renascimento espiritual requer um pai ou uma mãe, e não uma criança capaz.

 Quem é esse pai ou essa mãe? Examine a expressão estrategicamente selecionada — de novo. A língua grega oferece duas opções para de novo.

  Palin, que significa a repetição de um ato; refazer o que foi feito antes.

 Anothen, que também descreve um ato repetido, mas exige que a fonte original o repita. Significa “do alto, de um lugar mais alto, coisas que vêm do céu ou de Deus”.

 Em outras palavras, aquele que fez o trabalho da primeira vez o faz novamente. Esta é a palavra que Jesus escolheu.

 A diferença entre os dois termos é a diferença entre uma pintura de Leonardo da Vinci e uma minha. Suponha que você e eu estejamos no museu do Louvre, admirando a Mona Lisa. Inspirado pela obra, eu pego um cavalete e uma tela e anuncio: “Vou pintar este belo retrato de novo.

” E pinto! Bem ali, na Sala dos Estados, exibo minha paleta, molho o pincel na tinta e recrio a Mona Lisa. Mas...Lucado não é nenhum Leonardo. A senhorita Lisa tem um desequilíbrio à la Picasso — um nariz torto e um olho mais alto do que o outro. Tecnicamente, no entanto, mantenho minha palavra e pinto a Mona Lisa novamente.

 Jesus quer dizer algo mais. Ele usa o segundo termo grego, exigindo ação da fonte original. Ele usa o termo anothen, que, se considerado no museu de Paris, exigiria a presença do próprio da Vinci.

 Anothen exclui:

 Réplicas modernas.
 Tentativas de segunda geração.
 Imitações bem-intencionadas.

 Aquele que o fez pela primeira vez deve fazê-lo novamente. O criador original recria sua criação. Este é o ato que Jesus descreve.

 Nascer: Deus faz o esforço.
 De novo: Deus restaura a beleza.

 Não tentamos novamente. Precisamos, não da força do eu, mas de um milagre de Deus.

 O pensamento surpreende Nicodemos: “Como pode ser isso?” (v. 9). Jesus responde com o maior diamante de esperança de toda a Bíblia.

 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

 Uma exposição de 28 palavras de esperança: começando com Deus, terminando com a vida e encorajando-nos a fazer o mesmo. Conciso o suficiente para ser escrito em um guardanapo ou memorizado em um instante, porém, sólido o suficiente para superar dois mil anos de tempestades e dúvidas. Se você não sabe nada da Bíblia, comece por aqui. Se você sabe tudo da Bíblia, volte para este texto. Todos nós precisamos do lembrete. A essência do problema humano é o coração do ser humano. E o tratamento de Deus está prescrito em João 3:16.

 Ele ama.
 Ele se deu.
 Nós cremos.
 Nós vivemos.

 As palavras são para as Escrituras o que o rio Amazonas é para o Brasil — uma entrada que leva ao coração do território. Acredite nelas ou descarte-as, aceite-as ou rejeite-as; qualquer reflexão séria acerca de Cristo deve incluí-las. Um historiador inglês descartaria a Carta Magna? Egiptólogos ignorariam a pedra de Roseta? Você conseguiria meditar nas palavras de Cristo e jamais imergir em João 3:16?

 O versículo é um alfabeto da graça, um sumário da esperança cristã, cada palavra é um cofre com jóias. Leia-o novamente, devagar e em voz alta, e observe a palavra que prende sua atenção. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

 “Deus amou o mundo de tal maneira...” Esperaríamos um Deus motivado pela raiva. Um Deus que castiga o mundo, recicla o mundo, abandona o mundo... mas um Deus que ama o mundo?

 O mundo? Este mundo? Pessoas que partem o coração, que roubam a esperança e que acabam com sonhos vagueiam por este mundo. Ditadores ficam furiosos. Os que abusam impõem sua vontade. Reverendos pensam que merecem o título. Mas Deus ama. E ele ama o mundo de tal maneira que deu suas:

 Declarações?
 Regras?
 Sentenças?
 Ordens?

 Não. A declaração de João 3:16 que acalma o coração, que é difícil de entender, e que faz ou quebra acordos é esta: Deus deu o seu Filho... o seu Filho unigênito. Não há idéias abstratas, mas um Deus envolto em carne. As Escrituras igualam Jesus a Deus. Deus, então, se entregou. Por quê? Para que “todo aquele que nele crê não pereça”.

 John Newton, que pôs a fé em forma de música em Amazing Grace (Preciosa Graça), adorava esta expressão que quebra barreiras. Ele disse: “Se eu lesse: ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que, quando cresse, John tivesse a vida eterna’, eu deveria dizer, talvez, que existe algum outro John Newton; mas ‘todo aquele que’ significa este John Newton e o outro John Newton, e todos os demais, seja qual for o nome.”


 Todo aquele que… uma expressão universal.


 E pereça... uma palavra séria. Gostaríamos de amenizar, se não apagar, o termo. Não Jesus. Ele põe placas que dizem “Não Entre” em cada milímetro do portão de Satanás e diz para aqueles que estão propensos a entrar no inferno que o façam sobre seu cadáver. Ainda assim, algumas almas insistem.

 No final, algumas perecem e outras vivem. E o que determina a diferença? Não são obras ou talentos, origens ou bens. Nicodemos tinha essas coisas aos montes. A diferença é determinada por nossa crença. “Todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

 Os tradutores da Bíblia nas ilhas Novas Hébridas se esforçaram para encontrar um verbo apropriado para crer. Este foi um problema sério, uma vez que o termo e o conceito são essenciais para as Escrituras.

 John G. Paton, um tradutor da Bíblia, encontrou, por acaso, uma solução enquanto estava caçando com o membro de uma tribo. Os dois apanharam um grande veado e o levaram preso em um varal até a casa de Paton pela trilha escarpada de uma montanha. Quando chegaram à varanda, os dois soltaram a carga e se jogaram nas cadeiras da varanda. Ao fazerem isso, o nativo exclamou na língua de seu povo: “Meu Deus, é bom se estender aqui e descansar.” Paton imediatamente pegou um papel e um lápis e anotou a frase. 

 Assim, sua tradução final de João 3:16 poderia ser expressa desta forma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele se estende não pereça, mas tenha a vida eterna.”


 Estenda-se sobre Cristo e descanse.


 Foi o que Martinho Lutero fez. Quando o grande reformador estava morrendo, dores de cabeça intensas o deixaram de cama, abatido pela dor. Ofereceram-lhe um medicamento para aliviar o sofrimento. Lutero recusou e explicou: “Minha melhor prescrição para a cabeça e o coração é que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

 A melhor prescrição para a cabeça e o coração. Quem não se beneficiaria com uma dose? Aconteceu que Nicodemos teve a sua parte. Quando Jesus foi crucificado, o teólogo apareceu com José de Arimatéia. Os dois deram os pêsames e participaram do enterro de Jesus. Não foi um pequeno gesto, diante da atmosfera contrária a Cristo naquele dia. Você não acha que Nicodemos sorriu e pensou na conversa que tiveram, assim que chegou às ruas a notícia de que Jesus estava fora do túmulo e em pé novamente?

 Nascer de novo, é? Quem teria imaginado que ele começaria consigo mesmo.





A VIDA DO ADORADOR






Sofonias 3:9-17.

Trataremos neste tema sobre a vida do adorador. O que é um adorador? O que é ser um adorador? Quais são as características de um adorador? De acordo com o texto de Sofonias vamos ver o que a Palavra diz a esse respeito.

1- Lábios Puros (vs 9).

No livro de Isaías 6:5-8 o profeta é purificado das suas iniqüidades e logo depois ele se coloca a serviço e disponível.

Talvez a nossa adoração tem sido fraca e sem substância, porque falta a nós lábios puros, coração puro, pensamentos e intenções puras. Não podemos pensar que seremos usados grandemente pelo Senhor se não estivermos diante Dele dia após dia para sermos purificados. Todas as coisas são puras para os puros. Jesus disse: “Bem-aventurados os limpos e puros de coração, porque eles verão a Deus”. Adoração tem a ver com purificação e santificação. Precisamos aprender com Davi que clamava: “Cria em mim ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” (Sl 51:10).

Não podemos nos aproximar de Deus de qualquer maneira sem termos uma atitude de entrega e quebrantamento. Quando reconhecemos quem somos e nos humilhamos na presença Dele, somos purificados. Isaías reconheceu quem ele era, se humilhou, e por causa desta postura Deus o purificou e o levantou como um dos grandes profetas da Bíblia. Deus quer usar os puros e os que se mantém puros na sua presença.

2- Para que o sirvam.

Deus está buscando servos e ministros. Os nossos dons e talentos devem ser consagrados diariamente no serviço ao nosso Deus (Lv 27:28). Essa consagração deve ser verbalizada para que o diabo escute e não ganhe espaço para “tomar emprestado” o que não pertence a ele.

3- Mesmo espírito.

O adorador tem espírito de unidade, sempre soma e nunca divide, nunca compete, nunca faz comparação, mas contribui e é um servo. Toda a pessoa que possui a motivação correta é uma benção.

4- Zelosos adoradores (vs 10).

A pessoa que zela por algo, o faz considerando ao extremo o seu valor. O adorador é zeloso com as coisas do Senhor: cuida bem dos seus negócios, do dinheiro, do trabalho, da família, do ministério, do seu tempo etc.

Devemos ser zelosos com as coisas de Deus, com Sua Palavra e com Sua visão. Qual é a visão de Deus? Deus amou o mundo (Jo 3:16). Deus quer alcançar o mundo e para isto Ele levantou a Sua Igreja para ser sal da terra e luz do mundo.

5- Me trarão sacrifício.

É a prática da ministração. O adorador tem o compromisso e a consciência da sua responsabilidade que é de ministrar ao seu Deus, adorá-lo e render-lhe graças todos os dias. O adorador é um eterno agradecido. Este sacrifício é viável e voluntário, e não um “peso” (I Pe 2:5).

6- Tu nunca mais te ensoberbecerás (vs 11).

Os adoradores não são soberbos, exaltados – “os melhores do mundo”, “o melhor pastor”, “o melhor cantor” etc. Não existe “estrelismo” na obra de Deus, e se houver, procede do diabo. Jesus disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11:29). A humildade só existe quando ela é o reflexo da vida de Jesus em nós. Devemos entender que no reino de Deus o maior é aquele que serve (Mt 20:26-27).

7- Confiarão no nome do Senhor (vs 12).

O adorador vive pela fé. Confia em Deus, tem a Palavra armazenada no seu coração e por isso crê. Paulo aos Colossenses 3:16 disse: “A Palavra de Cristo habite abundantemente em vós”. A Palavra produz fé, e a fé produz confiança e segurança.

8- Não cometerá iniqüidade (vs 13).

O adorador não tem compromisso com o pecado mesmo sendo tentado. O compromisso dele é com o Deus que vence o pecado. Não somos capazes por nós mesmo de vencer o pecado, mas o Poderoso que habita em nós pode todas as coisas (II Co 12:9).

9- Porque serão apascentados.

O adorador vive no descanso do Senhor (Sl 23:1). O descanso gera confiança, ou seja, o adorador poderá dizer “eu não tenho, mas vou ter”, “eu não sei, mas vou saber” etc. O adorador entende que Deus está realizando uma obra nova a cada dia na sua vida (Fl 1:6).

10- Canta alegremente (vs 14).

O adorador tem um cântico alegre e de vitória, porque ele ama e crê em Deus, e está garantido no Senhor. Embora haja problemas e dificuldades, ele é mais que vencedor porque o Vencedor vive nele. O adorador tem a alegria do Senhor, e a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8:10). A nossa alegria vem do Senhor!

11- Exterminou o teu inimigo (vs 15).

O adorador é vitorioso sobre o inimigo (Tg 4:7; Rm 16:20; Lc 10:19). Jesus nos concedeu autoridade espiritual e o diabo já está derrotado na nossa vida!

Conclusão

“O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar; Ele se deleitará em ti com alegria, calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (vs 17). Essa é uma promessa para todo o verdadeiro adorador.

POR QUE SEMINARISTAS PERDEM A FÉ NO SEMINÁRIO?





Não quero dizer que acontece com todos. Mas, acontece com muitos. Conheço vários casos, inclusive próximos a mim, de jovens cristãos fervorosos, dedicados, crentes, compromissados com Deus, que gostavam de orar e ler a Biblia, que evangelizavam em tempo e fora de tempo, e que depois de entrar no seminário ou faculdade de teologia, esfriaram na fé, se tornaram confusos, críticos, incertos e até cínicos. Como Tomé, não conseguem crer (espero que ao final venham a crer, como graciosamente aconteceu com Tomé).

Existem algumas razões pelas quais casos deste tipo têm se tornado cada vez mais comum. Coloco aqui as que considero mais relevantes, sempre lembrando que muitos seminários e escolas de teologia levam muito a sério a questão da ortodoxia bíblica e do cultivo da vida espiritual de seus alunos. Não é a eles a que me refiro aqui.

1) Acho que tudo começa quando as denominações mandam para os seminários e faculdades de teologia jovens que não têm absolutamente a menor condição de serem pastores, professores, obreiros e pregadores. Muitos são enviados sem qualquer preparo intelectual, espiritual e emocional. Alguns mal fizeram 17 anos e foram enviados simplesmente porque eram líderes destacados dos adolescentes de sua igreja, eram líderes do grupo de louvor ou filhos de pessoas influentes da igreja. Não é sem razão que Paulo orienta que o líder não pode ser neófito, isto é, novo na fé (1Tim 3.6). Eles não têm a menor estrutura intelectual, bíblica e emocional para interagir criticamente com os livros dos liberais e com os professores liberais que vão encontrar aos montes em algumas das instituições para onde serão mandados.

2) Acho também que a culpa é das denominações que mantêm professores liberais ou conservadores frios espiritualmente nas cátedras de suas escolas de teologia. O que um professor que não acredita em Deus, nem que a Bíblia é a Palavra de Deus, não ora, tem para ensinar a jovens que estão na sala de aula para aprender mais de Deus e de sua Palavra? Há seminários e escolas de teologia que mantêm no corpo docente professores que nem vão mais à uma igreja local, que usam o título de pastor apenas para ocupar uma vaga na cátedra dos seminários. Nunca levaram ninguém a Cristo e nem estão interessados nisso. Não têm vida de oração, de piedade. Que exemplo eles poderão dar aos jovens que sentam nas salas de aula com a mente aberta, ansiosos e desejosos de ter modelos, exemplos de líderes para começar seus próprios ministérios?

3) Alguns desses professores têm como alvo pessoal destruir a fé de todos os seus estudantes antes mesmo que terminem o primeiro ano de estudos. Começam desconstruindo o conceito de que a Bíblia é a infalível e inspirada Palavra de Deus. Com grandes demonstrações de sapiência e erudição, eles mostram os erros da Bíblia e o engano da Igreja Cristã, influenciada pela filosofia grega, em elaborar doutrinas como a Trindade, a Divindade de Cristo, a Expiação. Mesmo sem usar linguagem direta -- alguns usam, todavia -- lançam dúvidas sobre a ressurreição literal de Cristo de entre os mortos. A pá de cal na sepultura da fé desses meninos é a vida desses professores. Além de não terem vida devocional alguma, alguns deles ensinam os seus pobres alunos a beber, fumar e freqüentar baladas e outros locais. Eles até lideram o grupo Noé (que se encheu de vinho) e o grupo Isaías ("e a casa se encheu de fumo") nos seminários!!

4) Bom, acredito que uma fé que pode ser destruída deve ser destruída mesmo, pois não era autêntica e nem sólida. Quanto mais cedo ela for destruída e substituída por uma fé robusta, enraizada na Palavra de Deus, melhor. Acontece que os professores liberais e os professores conservadores mortos só sabem destruir; eles não têm a menor idéia de como ajudar jovens candidatos ao ministério pastoral a cultivar uma mente educada, uma fé robusta e uma vida de devoção e consagração a Deus: os primeiros, porque lhes falta fé; os segundos, devoção. Ao fim de quatro anos de estudo com professores assim, vários desses jovens saem para serem pastores, mas intimamente -- alguns, abertamente -- estão cheios de dúvidas quanto à Bíblia, quanto a Deus e quanto às principais doutrinas da fé cristã. Estão confusos teologicamente, incertos doutrinariamente e cínicos devocionalmente.

5) Não podemos deixar de lembrar que ao final, se trata de uma guerra espiritual feroz, em que Satanás tenta de todos os modos corromper a singeleza e sinceridade da fé em Cristo, atacando a mente e o coração dos futuros pastores (2Cor 11:3). Usando professores sem fé e professores sem vida espiritual, ele procura minar as convicções, a certeza, o fervor e a dedicação dos jovens que se preparam para o ministério. Aqui é pertinente o lema de Calvino, orare et labutare. Pela oração, os seminaristas poderão escapar da tendência dos estudos teológicos de transformar nossa fé em um esquema doutrinário seco. E pela labuta nos estudos poderão se livrar das mentiras dos professores liberais, neo-ortodoxos, libertinos e marxistas.

CURSO DE TEOLOGIA